Um dia, vocês vão ver...
Quando eu olhar ao redor
E não tiver nada que me prenda
E perceber, então, mais uma vez
Que a grande verdade é que estou só
Sem turma, sem gangue, sem clã
Quando entender que falei para o vento
E que nem as árvores se interessaram
Em atentar ao que anunciava
E enxergar, claramente, o quão ordinário
O quão comum, insosso e aborrecido eu sou
E quão imbecil eu fui de pensar o contrário
Nesse dia, sem aviso ou sinal
Vou reunir toda a minha insignificância
E sumir...desaparecer por aí
E ir morrer em um lugar assim, como eu
Só, sem influência, encantos ou atrações,
Alguma paisagem comum, perdida na Terra.
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