Não é porque há silêncio
Que nós desaparecemos
Se vedas-nos a superfície
Ainda assim, lá estamos
Lá, onde olho algum nos vê
Em tuas entranhas nos movemos
Revirando o que não foi esquecido
Cultivando teus sentimentos ocultos
E assim, sem barulho,
Continuamos a produzir
O vinho que não podes beber
Mas que te consome todos os dias
Porque jamais te deixaremos
Nunca esquecerás, nunca,
Até que nosso desejo seja satisfeito
Ou algo maior nos elimine
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