Ah, se soubesséis,
Quão estúpido e inútil
É o conselho que me dão
Por que não entendeis?
É porque vós nunca provastes
Nunca tivestes em tuas mãos
As delícias com que sempre sonharam
A Perfeição jamais os tocou
Se não, nunca me diriam
"Não compare, não meça,
Esqueça o que se passou
Experimente o que podes ter"
Como se tal coisa fosse possível!
Se o néctar divino inundasse teus lábios
Com sabores tão novos e únicos
Que nunca, nunca foram igualados!
Se a mais bela flor a ti se expusesse
Deixando não apenas que a contemple
Se pudesses inebriar-se em seu perfume
E ainda tocar demoradamente suas pétalas
Se tais coisas acontecessem, digam-me
Esqueceriam o que aconteceu?
Tais encantos não os manteriam presos
Na lembrança de quando a Perfeição os tocou?
Quando, um dia, andasses pelo jardim
Contemplando flores e botões
Conseguiriam vê-los da mesma forma
Sem compará-los à mais bela flor?
Não...nenhum de vós conseguiria
Quem experimentou tantas vezes a Perfeição
E a perdeu porque não soube cativá-la
Está condenado a viver preso a fantasmas
Porque, se Ela não voltar a ser minha,
Digo-vos: Melhor é não ter nada
Do que ser forçado a contentar-se
Com as sombras da Perfeição
Poesias e confissões de um nipo-reformado
Um blog que serve mais pra desabafar que pra ser lido. Onde a verdade está oculta em símbolos e quase nada é o que parece ser.
Segunda-feira, Março 19, 2012
Domingo, Fevereiro 19, 2012
Brigadeiro
O problema não é ter sido babado ou cuspido
Mas, sim, saber...que nunca mais voltarei
Aos lábios que tanto desejei pertencer
Mas, sim, saber...que nunca mais voltarei
Aos lábios que tanto desejei pertencer
Segunda-feira, Janeiro 23, 2012
Não é porque há silêncio
Que nós desaparecemos
Se vedas-nos a superfície
Ainda assim, lá estamos
Lá, onde olho algum nos vê
Em tuas entranhas nos movemos
Revirando o que não foi esquecido
Cultivando teus sentimentos ocultos
E assim, sem barulho,
Continuamos a produzir
O vinho que não podes beber
Mas que te consome todos os dias
Porque jamais te deixaremos
Nunca esquecerás, nunca,
Até que nosso desejo seja satisfeito
Ou algo maior nos elimine
Que nós desaparecemos
Se vedas-nos a superfície
Ainda assim, lá estamos
Lá, onde olho algum nos vê
Em tuas entranhas nos movemos
Revirando o que não foi esquecido
Cultivando teus sentimentos ocultos
E assim, sem barulho,
Continuamos a produzir
O vinho que não podes beber
Mas que te consome todos os dias
Porque jamais te deixaremos
Nunca esquecerás, nunca,
Até que nosso desejo seja satisfeito
Ou algo maior nos elimine
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